Projeto ex gordo - Dia 07 - Sivuca

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Conheça mais sobre o projeto.
Disco 07
Artista: Sivuca
Disco: Forró e Frevo
Severino de Oliveira, mais conhecido como Sivuca, foi um dos maiores artistas do século XX. Responsável por revelar a amplitude e a diversidade da sanfona nordestina no cenário mundial. Foi um virutoso da sanfona, multi-instrumentista, maestro, arranjador, compositor, orquestrador e cantor.
Sivuca contribuiu significativamente para enriquecimento da música brasileira e é reconhecido mundialmente pelo seu trabalho. Faleceu em 14 de Dezembro de 2006.
Atualmente sua filha coordena o projeto Sivuca, para preservar a memória de seu pai, considerado um gênio da música.
Visite: Projeto Sivuca
O Cd que ouvi, forró e frevo é muito interessante e acredito ser importante que cada brasileiro investigue e ouça um pouco da obra do grande Sivuca. Destaco a versão da música "Asa Branca", que tem um toque contemporâneo.
Abaixo, veja Sivuca detonando na sanfona:
Impressões do Caminho:
Depois de visitar o cardiologista e constatar o colesterol e a pressão alta, prometi para minha noiva que iria definitivamente fazer um regime sério. Mas não está fácil. Ontem fui pego com a boca na botija quando estava namorando um churros no shopping de Dourados. Bem na hora que ia pedir o delicioso, minha noiva apareceu de repente atrás de mim, com a insólita frase: "bonito ein!"
Vida de gordo não é fácil. Ontem, passando os canais de TV, vi a Palmirinha fazendo uma trochinha de massa empanada  com recheio de carne de panela. Uma beleza!
Isso é tortura para o gordo.
Fui a pé para a fisioterapia ouvindo o Sivuca, deu para ouvir o Cd duas vezes. O corpo está respondendo melhor e não sinto tantas dores como antes. Só um pouquinho no joelho esquerdo.
O projeto tem me ajudado a caminhar alguns dias na semana, mas quero fazer disso um compromisso diário. Vamos comigo.

Banda Resgate - Entrevista, depoimentos no Tom Jazz

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Banda resgate fala sobre o novo CD, ainda não é o último e do show no Tom Jazz.

Projeto Ex Gordo - Dia 06

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Conheça mais sobre o projeto.
Disco 06
Trilha sonora do filme August Rush (Som do Coração)
Hoje caminhei com a trilha sonora de um filme muito especial, o "som do coração". Um filme muito muito bonito, que tem uma trilha sonora única e original. Não se deixe enganar pela proposta um tanto piegas dos primeires minutos do filme. Na verdade, ele supera essa primeira impressão e nos oferece uma sensibilidade bem dosada, e nos emociona. O filme aborda vários personagens totalmente envolvidos com a música. Talvez é possível dizer que o personagem principal do filme é a música ou os sons do cotidiano.
Uma das cenas mais impressionantes é quando o garoto, que nunca tinha visto um violão, começa a ter contato com o instrumento intuitivamente, o resultado é uma batida de violão percusiva, muito diferente do que costumamos ouvir. O bacana é que essa batida já era feita por uma garota na vida real, chamada Kaki King. É ela que dubla a mão do menino no filme e que também assina muitas das composições.
Kaki usa muito a técnica chamada de "tapping", que é quando pressina-se as cordas do violão como se fosse um piano. Mas ela vai além, talvez influenciada pelo fato de ter tocado bateria antes do violão, bate nas as cordas como se fosse uma percussão. A estadunidense começou a tocar aos 05 anos de idade, estudou violão clássico e, já na adolescência, tocava nas plataformas do metrô nos Estados Unidos.
 Kaki King


A música mais impressionante do disco é "August Rhapsody". No filme, o garoto prodígio (comparado até a Mozart), compõe uma sinfonia, usando como ingredientes os sons que ele ouvia na cidade. Só ouvindo para ingressar por completo na experiência.
Muito bacana também é ó solo de harmônica da faixa "moondance". No filme, o personagem foi brilhantemente interpretado por Robin Williams.
Outra música que se destaca é a faixa "This Time". A música é cantada pelo próprio ator que interpreta o pai do garoto, Jonatan Rhys Meyers, sem dublagens, e o resultado é ótimo.
Impressões do caminho:
Como hoje não consegui levantar pela manhã, tive que improvisar e fui a pé a um lugar que precisava ir no centro. Está fazendo um frio de lascar e não foi nada agradável caminhar nesse clima. Talvez a melhor opção seja pagar uma diária em uma academia nos dias mais frios. O problema é que nas academias tocam música alta e será difícil ouvir meus discos.
Veremos.

Projeto Ex Gordo - Dia 05

terça-feira, 13 de julho de 2010

Conheça mais sobre o projeto.
Disco 05
Banda: Clube do Balanço
Disco: Swing e Samba Rock
Este disco foi me indicado pelo meu amigo Filippe Farias, músico da baixada santista.
O CD é bem animado, dá pra conhecer um pouco sobre o Samba Rock. Eu conhecia pouco sobre este rítmo mas nunca tinha ouvido um disco inteiro do estilo. A impressão foi bem legal. Sem contar que o CD conta com ótimas participações especiais como, Simoninha, Seu Jorge, entre outros.
Nas palavras do Filippe, "é bem legal essa mistura de samba com funk (de verdade), estilo que nasceu com Jorge Bem Jor e Trio Mocotó; no Rio chamam de Swing, em São Paulo, chamam de Samba Rock, por causa da dança, que é uma mistura de samba soltinho com Rockabilly".
Todas as músicas tem uma levada constante de guitarra. Uma das faixas se chama "trilha guitarreira" e retrata bem a importância da guitarra para o samba Rock, a letra diz que o toque da guitarra parece com o toque do pandeiro, e é verdade.
Quero destacar a música "Zamba bem" e "Paladium", esta última é um instrumental. As duas são sensacionais. Ouçam, não vão se arrepender.
Veja o Clip - Saudade de Jackson do Pandeiro

Documentário sobre Swing Samba Rock

Quem quisar conhecer mais o Clube do Balanço, visite o site oficial.

Impressões do Caminho:
Muito cansado. Caminhei na sexta à noite, único dia em que não tenho curso. Parece que o corpo súplica para não ir e pede para descansar depois do dia de trabalho. Senti dores no corpo e as pernas bem cansadas. Pode ser o reflexo da interrupção da caminhada por tantos dias.
Mas estou voltando forte. Vou continuar.

Projeto Ex gordo - Dia 4

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Conheça mais sobre o projeto.
Disco 4
Artistas: Glen Hansard e Markéta Irglová 
Trilha sonora do filme Once
Hoje ouvi na caminhada a trilha sonora do filme "Once", no Brasil chamado de "Apenas uma vez". Já falei no meu blog a respeito desse filme, que me impressionou muito na época: ONCE.
Estou impressionado novamente. Esse musical moderno reune canções belíssimas em um único CD. É uma riqueza de composições que realmente prima pela beleza. Vocês não podem deixar de ouvir.
O filme foi dirigido pelo contra-baixista da banda irlandesa "The Frames", John Carney (hoje apenas diretor de cinema), que chamou o vocalista e violonista da banda, Glen Hansard para estrelar o filme junto com Markéta Irglová, nascida na República Checa.
É preciso dar atenção especial para algumas músicas, como, por exemplo, a música falling slowly, tema do filme, que foi premiada com o Oscar de melhor canção original no ano de 2007 e também foi indicada ao Grammy.
Também destaco a faixa "If you want me" e, por fim, a música "Leave".
As composições de Glen Hansard, como em sua banda "The Frames", tem uma pegada irlandesa, um pouco estranha para nossos ouvidos brazucas, mas estremamente bonita. Algumas faixas tem intensão minimalista, tocadas apenas com o violão ou o piano, com um toque sensível que emociona. E Markéta tem uma voz suave e delicada.
Visite o site oficial do filme.
Ouçam um pouco da trilha sonora no tocador abaixo:

Análise de 1 letra: Falling Slowly
A música não foi tão premiada por acaso. Começa inocente, quase tímida, com um toque de piano e violão e vozes suaves. Depois que você ouvir, tenho certeza que essa canção vai te acompanhar um bom tempo na memória (mas no bom sentido). O coro é contagiante e conta com um falsete belo surpreendente de Glen.
A letra fala de uma paixão que nasce lentamente e nos faz imaginar duas pessoas que parecem não saber seu lugar na vida, como um barco que naufraga, mas que encontram um lugar seguro quando estão juntos.
Veja a tradução aqui.

"I don't know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can't react
And games that never amount
To more than they're meant
Will play themselves out
(Chorus:)
Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You've made it now
Falling slowly, eyes that know me
And I can't go back
Moods that take me and erase me
And I'm painted black

You have suffered enough
And warred with yourself
It's time that you won
(Chorus:)
Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You've made it now
Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You've made it now
Falling slowly sing your melody
I'll sing along
Falling slowly
Sing your melody
I'll sing it now"

Impressões do caminho:
Hoje voltei a caminhar, depois de alguns dias parado. Os motivos da interrupção da caminhada são vários, na verdade não são apenas motivos, mas motivos-desculpas. Começei um curso noturno preparatório para concursos, que me impede de caminhar depois do trabalho, pois quando saio do trampo tenho que ir direto para o cursinho. Dessa forma, tive que transferir a caminhada para a manhã, entre 6:00 e 7:00. Acontece que para isso, estou tendo que mudar hábitos que me acompanham desde muitos anos, que é o hábito de dormir tarde e acordar o mais tarde possível, e, para mim, isso quer dizer 7:15 hs. Assim, tenho que chegar do cursinho e já ir para cama.
Não tenho tido muito sucesso e enquanto isso, vou acumulando mais pneuzinhos. Mas vou perseverar.

Uma vez li uma matéria de um médico especialista em sono, que explicava que cada um tem um relógio biológico. Eu produzo melhor à noite e gosto de acordar tarde, mas estou sendo contrariado desde que entrei na primeira série, aos 7 anos.
Hoje consegui acordar, só que mais tarde do que gostaria, por isso, tive que ouvir as últimas duas músicas no chuveiro. Caminhar de manhã é assim, não dá para esticar, pois o trabalho não pode esperar.
Mudei a caminhada para um parque mais próximo da minha casa. Um parque mais calmo, frequentado por senhoras, senhores e aposentados. Tem uma pista bem simpática. Hoje encontrei algumas pessoas que estão no mesmo propósito que eu, tentando melhorar a saúde, como um casal de idosos que caminhavam de mãos dadas, bonitinhos.
Continuo na caminhada. Amanhã vou acordar no horário.

Projeto Ex gordo - Dia 3

quinta-feira, 24 de junho de 2010

1 caminhada por dia - 1 Cd por caminhada
365 Cds em 365 dias
 Conheça mais sobre o Projeto.

Dia 3 - Disco 3
Artista: Laura Nyro
Disco: The first songs
Compositora, pianista e cantora estadunidense de grande expressão nos anos 70. Influenciou músicos como Elton John e Elvis Costelo. Em sua vasta obra, deixou músicas belíssimas.
O disco que ouvi, primeiramente chamado de "More than a new discovery", foi relançado em 1973 com o nome "The First songs". São as primeiras composições de Laura. É um disco para ouvir do começo ao fim e se divertir muito (com exceção da música "I never mean to hurt you", que é muito xarope).
Um destaque especial para a faixa "wedding bell blues", que é simplesmente sensacional! Uma composição própria das de Laura, com várias mudanças e dinâmicas na harmonia. Sem contar a gaita harmônica que aparece em toda a música, na medida certa. Uma delícia. A canção ainda se destaca pela letra ao mesmo tempo romântica e engraçada, que fala de uma garota que relata seu relacionamento com Bill e cobra que este pare de enrolar e case logo com ela.

Análise de 1 letra:
A música "And when I die" traz uma letra profunda que fala sobre a morte.
Diz que, quando morrer, quando já tiver ido desse mundo, uma criança vai nascer, e ainda haverá um mundo para ser cuidado.
Ainda diz que a única coisa que ela pede da vida é que não haja correntes para prendê-la e a única coisa que pede da morte é que ela a leve naturalmente.
Bem, infelizmente sabemos que não foi exatamente assim para Laura, uma vez que morreu de câncer no ovário aos 49 anos, em 1997.



And when I die and when I'm dead, dead and gone,
there'll be one child born and a world to carry on, to carry on.
I'm not scared of dying and I don't really care.
If it's peace you find in dying, well, then let the time be near.
If it's peace you find in dying, when dying time is here,
just bundle up my coffin cause it's cold way down there,
I hear that's it's cold way down there, yeah, crazy cold way down there.
And when I die and when I'm gone,
there'll be one child born and a world to carry on, to carry on.
My troubles are many, they're as deep as a well.
I can swear there ain't no heaven but I pray there ain't no hell.
Swear there ain't no heaven and pray there ain't no hell,
but I'll never know by living, only my dying will tell,
only my dying will tell, yeah, only my dying will tell.
And when I die and when I'm gone,
there'll be one child born and a world to carry on, to carry on.

Give me my freedom for as long as I be. All I ask of living is to have no chains on me.
All I ask of living is to have no chains on me,
and all I ask of dying is to go naturally, only want to go naturally.
Don't want to go by the devil, don't want to go by the demon,
don't want to go by Satan, don't want to die uneasy, just let me go naturally.
And when I die and when I'm gone, there'll be one child born, there'll be one child born.
When I die, there'll be one child born. When I die, there'll be one child born.
When I die, there'll be one child born. When I die, there'll be one child born

Impressões do Caminho
Me senti bastante cansado na caminhada de hoje. Ainda sentindo um pouco de dores no pé e joelho esquerdo. Mas tenho que perseverar para o corpo ir se fortalecendo, e conforme for perdendo peso tudo fica mais fácil.
Na minha frente caminhavam um grupo de três pessoas, entre elas uma jovem gordinha do estilo da  gordinha do Hair Spray musical.

Já perceberam que toda gordinha é divertida? Parece que o que lhes falta em adequação ao manequim lhes sobra em senso de humor. Sabem dar boas gargalhadas e não estão culpadas o dia inteiro por ter comido aquela fatia de bolo da confeitaria preferida.
Por hoje é só.

Projeto Ex gordo - Dia 2

terça-feira, 22 de junho de 2010

1 caminhada por dia - 1 Cd por caminhada
365 Cds em 365 dias
Conheça mais sobre o projeto.

Dia 2 - Cd 2
Artista: Cama de Gato
Disco: Dança da Lua
 
O Cama de Gato é um grupo de Jazz contemporâneo formado no Rio de Janeiro em 1982. Grandes músicos já fizeram parte do quinteto, como Arthur Maia(baixo), Paschoal Meireles(bateria), Rique Pantoja(teclados), Romero Lubambo(guitarra) e outros. O disco Dança da Lua foi lançado em 1993.
O disco é simplesmente sensacional. Sobressai principalmente pela batida brasileira no Jazz. Muito gostoso de ouvir caminhando. Um jazz contemporâneo da melhor qualidade. Com uma atenção especial para a música 4 (de Gothan City a Havana), e também para o solo de baixo do Arthur Maia na faixa 7 (arpoador). O Cd é bastante complexo mas muito bacana. Vale a pena.

Impressões do caminho:
Andei cerca de 50 minutos, o tempo do Cd.

Eu frequento um parque que tem pista de caminhada e uma área com aparelhos, reservada para o alongamento. Fica lotado.
Percebi uma coisa interessante. O gordo não tem noção e nem pretensão de estética na hora de caminhar. Ele vai caminhar pela simples necessidade e obrigação de emagrecer.
Encontrei muitos gordos, sem noção nenhuma de como se vestir, e eu sou um deles. Eu até mesmo desconhecia que tinha roupa fashion para caminhar.
Tava meio friozinho, então fui de agasalho de moleton cinza, daqueles bem largos que deixam as "coisas" à vontade. Ouvi um casal ao fundo dizer: "quem usa moleton é porque desistiu da vida". Outros olhando feio.
Vi gordos de tênis e meia social e camisa de manga longa, daquelas tão velhas que ele não usaria para outro fim que não fosse para caminhar.

Já, o magro, o saradão e a saradona, vão caminhar por outros motivos, que podem ser desde a vontade de continuar sarado, até mesmo a necessidade de ostentação do próprio corpo para outros indivíduos sarados.
As garotas saradas escolhem os modelitos, vão bonitinhas, com aquelas malhas de grife. Os caras, mesmo no frio, usavam regata, com um short de marca e um tenis daqueles com 20 amortecedores em cada pé. Tinha até quem corresse sem camisa.
O mesmo acontece na hora do alongamento. O gordo é totalmente descompromissado com a plasticidade correta do alongamento. O gordo faz o alongamento despretensiosamente, meio sem jeito. Ele não tem a intenção de fazer isso de forma bonita. Faz por obrigação e de cara feia porque dói. Já o sarado, faz pose e sorri. O gordo fica com uma raiva danada.

Enfim, comecei com um poquinho de dor no pé e no joelho esquerdo, que me incomodaram durante os primeiros 20 minutos. Depois a dor foi embora e andei bem melhor. Nos últimos 10 minutos senti segurança para apertar mais o passo.
A dor nas costas diminuiu e hoje não tive gastrite.

Bem, a vontade eu tenho, só me falta o glamour.