Despertar com a saudade

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Toda manhã acordo com o programa “Bem Brasil”, no canal Sesc tv. A Televisão do meu quarto funciona como despertador, bem na hora do programa. Todos os dias desperto com meus artistas preferidos, na verdade, eles me acordam. Ontem foi o Pepeu Gomes, me chamando para abrir a porta e a janela e ver o sol nascer.


Hoje quem me acordou, trouxe uma felicidade especial para o meu dia. Renato teixeira, cantando a história da visita ao Rio de Janeiro com o seu pai. Não pude desgrudar os olhos e os ouvidos. Levei o café para a cama, pão com queijo e presunto e café com leite e vi o espetáculo todo.
O melhor é que fazia tempo que não ouvia o Renato. Às vezes agente esquece daquilo que gostamos, deixamos essas coisas essenciais ficarem distantes. Acho que são os compromissos da vida que nos atrapalham, essa vida no piloto automático. Mas é gostoso quando somos pegos de surpresa por uma música que não ouvíamos a “séculos”, a mente é provocada a trazer imagens de quando aquela música era assídua e a saudade vem.


Às vezes nem precisa ser um cantor predileto, mas apenas uma música que protagonizou uma novela antiga, ou aquela música chata que tocava no comércio toda vez que você passava pelo centro para ir almoçar. Eu por exemplo, estudei em colégio de freiras da oitava ao Terceiro colegial e, todos os dias, antes de começarem as aulas, tocava nas caixinhas amplificadas fixadas em cada sala de aula, músicas do Padre Zezinho. Naquela época de adolescência eu não agüentava aquilo, mas hoje se ouço por acaso “Utopia”, rolam as lágrimas nos olhos junto com todas as lembranças da escola.


Quando ouvi o Renato Teixeira nessa manhã lembrei de amigos que estão distantes. Lembrei também da descoberta da música caipira, ou folk, como ele mesmo diz, pois, antes, era cheio de preconceitos bobos com a cultura caipira. Quando ouvimos o Renato, tudo isso desmorona e só resta imaginar as cachoeiras, os passarinhos e o descanso na rede na fazenda. Mesmo quem nunca visitou o campo consegue ter saudades do que não viveu.



1 comment

Anônimo disse...

Sábado a noite e eu trabalhando. De repente a surpresa. Caiu o sistema. Cá estou eu no call center de uma das maiores empresas do país fazendo nada. Melhor oportunidade para por em dia as leituras do coceira na cachola. Que delicia ler e ouvir o Renato Teixeira; só me faltou o pão com presunto; sem pressa, desacelerando... Obrigado Tug. Agora vou correr porque o sistema voltou. Denis

29 Maio, 2010